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terça-feira, 12 de abril de 2011

Turismo: Mercado de Arte Popular




Criado como Mercado Municipal em 1914, pelo coronel Bernardino da Silva Bahia, com uma arquitetura neoclássica, abrigou por décadas o comércio de secos e molhados e principal ponto da grande feira de gado que acontecia todos os sábados e segundas-feiras, reunindo os caboclos do sertão que negociavam os produtos nordestinos.
Em 1976, quando Feira de Santana inaugurou seu novo entreposto comercial, o Centro de Abastecimento, o Mercado Municipal foi fechado. Em 1980, no governo do prefeito Colbert Martins da Silva, o Mercado Municipal sofreu uma reforma, mantendo a sua fachada arquitetônica, e foi transformado em espaço comercial e de cultura popular, de culinária colorida e saborosa, abrigando também um artesanato rico, ponto de encontro e apresentação de cordelistas e repentistas, além de outros produtos regionais. Passou a se chamar Mercado de Arte Popular.
O prédio foi tombado em 1992 pelo IPAC e mais uma vez reformado. A reforma foi realizada pelo Governo do Estado.
No Mercado de Arte Popular você encontra esculturas, bijuterias, bordados, vestuário, artesanato em couro e palha, comidas típicas e outros itens da vida nordestina. O Mercado de Arte Popular é hoje um espaço amplo para os visitantes que desejam conhecer a terra e a gente da Princesa do Sertão.

Bloco de agricultores familiares pela primeira vez na Micareta

Pela primeira vez em toda a sua história, a Micareta de Feira de Santana, vai contar este ano com um bloco formado por agricultores familiares. Numa iniciativa inédita, o Centro de Apoio aos Trabalhadores Rurais da Região de Feira de Santana (Catrufs), em parceria com sindicatos filiados, Fetrafs e CUT, propõe a participação dos trabalhadores rurais no evento, como parte das comemorações do Dia do Trabalhador. O dia 1º de maio é um feriado nacional dedicado a festas, manifestações passeatas, exposições e eventos reivindicatórios em todo o país.

Aqui em Feira, a data coincide com o último dia da Micareta e por isso, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, Conceição Borges, nada melhor do que levar a força para a festa. "Agora é a vez do trabalhador na avenida. A Micareta é uma festa democrática, de diversidade cultural. O que queremos é celebrar a cultura de um povo que, além de dar duro na lavoura, tem muita alegria para compartilhar", diz Conceição Borges, lembrando que em meio ao lazer os trabalhadores vão reivindicar também melhores condições de vida para o homem do campo.

LANÇAMENTO
A feijoada de lançamento do Bloco da Agricultura Familiar vai ocorrer no sábado, 16, às onze horas, na Sede do Clube da Euterpe Feirense, quando também ocorrerá a coroação da rainha e princesa do bloco. As atrações Júnior do Arrocha, Grupo de Samba Raízes do Campo e Revolusamba, vão animar o evento. A entrada custará dez reais.

SAÍDA NA AVENIDA
O bloco vai sair ao meio dia do domingo de Micareta. Os componentes deverão se concentrar a partir das dez horas em frente a agência dos Correios localizada no cruzamento da avenida Presidente Dutra com a avenida João Durval. Os componentes vão para o circuito da festa, embalados pela Banda Revolusamba e o Grupo de Samba Raízes do Campo. As camisas para o desfile já estão à venda ao preço de quinze reais na sede dos Sindicatos Rurais de Feira de Santana, Anguera, Santo Estevão e Tanquinho. Os interessados podem obter informações através dos telefones 3225-1938, 3221-2667 e 8109-1061.
(Com informações de Madalena Braga)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Turismo em Feira de Santana

Durante essa semana você ficará conhecendo os principais pontos turísticos de Feira de Santana. Iremos começar hoje, 11, com informações sobre o Observatório Astronômico Antares.



Observatório Astronômico Antares de Feira de Santana na Bahia, foi fundado oficialmente em 25 de setembro de 1971, e posteriormente incorporado ao patrimônio da Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, em agosto de 1992. Constitui-se em um centro de pesquisas no campo das ciências astronômicas, física solar, e de sensoriamento remoto.
Várias atividades são desenvolvidas com professores e estudantes de 1º e 2º graus, destacando-se: observações astronômicas ao vivo, aulas, cursos, palestras, projeções de vídeo sobre a história dos programas espaciais, utilização da Biblioteca e sessões especiais no Planetário. Consta ainda de um auditório com capacidade para 60 pessoas, dotado de uma grande tela para projeção, onde são ministrados cursos, palestras e seminários, sempre com utilização de um projetor (telão), que possibilita a obtenção de imagens ao vivo de satélites, programas informatizados e exibição de fitas de vídeo.

Informações do Portal da Uefs

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Interatividade - A comunicação no mundo virtual

Quando iniciamos a discussão sobre interatividade na sala de aula, texto de Pierre Lévy, proposta pela professora da disciplina Comunicação e NovasTecnologias, muitos conceitos foram discutidos acerca do tema, dentre eles a de que o sujeito como receptor da informação nunca é passivo. Mesmo estando ele sentado em frente à televisão ou ouvindo rádio, ele pode, a qualquer momento, interromper uma sequência de informações, com o simples fato de mudar de canal.
Na comunicação no mundo virtual esse conceito de interatividade se torna ainda mais eficaz. A cada minuto que passa, novas pessoas estão se conectando, novos computadores estão surgindo numa velocidade alarmante, novas informações são injetadas a cada segundo neste oceano chamado ciberespaço.
Chegamos à conclusão que, quaisquer que sejam seus avatares no futuro, podemos dizer que todos os elementos do ciberespaço continuarão progredindo rumo à integração, à interconexão, ao estabelecimento de sistemas cada vez mais interdependentes e universais. Acrescentamos que esse traço corresponde efetivamente aos projetos de seus criadores e às expectativas de seus usuários.
Quando nos foi proposto à criação e manutenção de um blog, ao qual demos o nome de “Por debaixo das Anáguas”, ficamos felizes em poder fazer parte desde mundo virtual, onde poderíamos expressar nossas opiniões e ao mesmo tempo compartilhar sem fronteiras nítidas essa universalidade de informações.

Por: Ilma Silva, Tamylla Novais, Isabela, Washington Pimentel 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Feira de Santana. Cidade Princesa

Santana dos olhos d'aguas
Princesa do sertão

Por onde o amor passa
E deixa sempre o coração

Feira de Santana
Princesa do sertão

Feira de latinha, feira de feijão
Feira de carinho, feira de paixão

Olha a freguesia, olha a multidão
Olha a micareta, olha o São João

Feira, feira minha feira
Flor de quixabeira, flor do coração
Feira, feira minha feira
Beijando na beira, tá beijando não


Cantanda por Daniela Mercury a canção "Princesa dos Olhos D'aguas", é uma canção em homenagem a Feira de Santana.
Fotos extraidas do Blog do Coelho

domingo, 3 de abril de 2011

História de Feira de Santana

    

 

As origens do atual Município de Feira de Santana remontam ao século XVII, período inicial do povoamento de sua região através, principalmente, da criação de gado e instalação de currais. Esse povoamento foi surgindo com a doação de terras pelos reis portugueses a alguns súditos. Em Feira, a Família Peixoto Viegas foi detentora das terras às quais teve início o Município, chamadas Jacuípe, Água Fria e Itapororocas.
Essa vocação para sediar núcleos de criação e engorda de gado resultou, entre os séculos XVII e XVIII, numa crescente afluência de pessoas que periodicamente vinham para essas terras, favorecendo a implantação de um pequeno arraial e, com o passar do tempo, de uma feira semanal.
Como herança dos tempos de arraial, a feira semanal propiciou o surgimento do comércio feirense que além de favorecer a economia local, configurou-se como uma das características marcantes da sociedade que a fomentou. A influência, à princípio comercial, ampliou-se devido a rota que ligava o sertão ao litoral, dando à Feira uma importância crescente no cenário regional daquela época.
Ainda no século XVIII, há que se referendar a doação pelo casal Anna Brandão e Domingos Barbosa de Araújo de cem braças de terras para construção de uma capela em homenagem à Santana, em torno da qual a Cidade desenvolveu-se.
A crescente importância que o arraial adquiriu, proporcionou, em 1832, a elevação à Vila, denominada Santana dos Olhos d'Água, até então pertencente à Cachoeira. E, em 1873, exatamente aos 16 de junho, viria a ter o status de "Cidade Comercial de Feira de Santana", solidificando uma posição galgada através dos tempos.
Feira de Santana, "a Princesa do Sertão", como foi apelidada por Ruy Barbosa, em 1919, traz, então, desde suas raízes, características que ainda hoje fazem parte de seu cotidiano: a religiosidade de seu povo, a situação de entroncamento de estradas, as intensas atividades econômicas.
                A década de 20 foi marcada pela necessidade de aprimoramento cultural da sociedade feirense. Nessa perspectiva, foram instalados a Escola Normal Rural de Feira de Santana, a qual formava várias professoras com o objetivo de exercerem  magistério e o Ginásio Santanópolis, criado no início da década de 30, com o curso secundarista. Esses, pois, são considerados fatos  sintomáticos da preocupação com a formação de profissionais habilitados no Município.
Durante as décadas de 1931 e 1940, Feira de Santana passou por uma série de transformações que atuaram sobre o Município, permitindo uma modernização de caráter, a princípio, econômico, a qual repercutiu sobre as feições agrárias que possuía até então.
                Os primeiros ensaios desses novos tempos faziam-se notar com a construção de estradas de  rodagem  possibilitando o aumento  do afluxo de pessoas que  motivavam o crescimento  populacional da Cidade   revitalizando, portanto, o  comércio, como também,  ensejando um princípio de industrialização, a exemplo da fundação da Usina de Beneficiamento de Algodão. Feira, ligada a um passado rural, começava a delinear, nesse período, um processo de renovação que ano a ano a faria ter um lugar de destaque no cenário regional.
                 Esse processo de desenvolvimento cultural e econômico foi ainda maior durante os anos 40, 50 e 60.
                Para exemplificar essa mudança em Feira de Santana, podemos citar a fundação da Associação  Comercial e do Feira Tênis Clube, a abertura de estradas municipais, o início da construção e conclusão da nova Rodovia Feira-Salvador, a inauguração da Radio Sociedade de Feira de Santana, pavimentação de varias artérias da Cidade, a construção da Biblioteca Municipal e do Matadouro Municipal, a inauguração do Fórum Filinto Bastos, a Estação Rodoviária e do Parque Agropecuário João Martins da Silva, entre outros importantes acontecimentos nessas duas áreas da vida feirense.
A partir de meados dos anos 60 e início de 70 continuou o processo de revitalização industrial. Nessa fase, foram criados o Centro das Indústrias de Feira de Santana - CIFS - e  o Centro Industrial do Subaé - CIS, que mudaram a fisionomia ao Município, colocando-o em posição de destaque entre as regiões mais industrializadas do Estado.
                Durante esse período, ocorreu também, uma mudança no setor habitacional com a construção da "Cidade Nova", primeiro conjunto do gênero na Cidade.
Um outro marco na história de Feira, foi a fundação da  Universidade Estadual de Feira de Santana, em 1976, representando um passo a mais na caminhada do desenvolvimento para o Município e sua região. Em 1977, a feira semanal foi transferida para um moderno Centro de  Abastecimento, construído  especialmente para abrigar, em espaçosos pavilhões, os comerciantes que ocupavam até então o centro comercial da Cidade. A década de 80 e a primeira metade de 90 confirmaram o franco desenvolvimento do Município de Feira de Santana nas diversas áreas, enquanto pólo de atração de investimentos, continuando a sua vocação original de centro comercial e criando novas perspectivas no âmbito da indústria moderna.